segunda-feira, 19 de junho de 2017

Descaso: Escola municipal funciona em sala sucateada de 20 metros quadrados. em Itamaraju

Após o anúncio do São João milionário em Itamaraju, o prefeito Marcelo Angênica (PSDB) passou a receber milhares de críticas nas redes sociais. A maior parte da população que tem questionado o alto custo do evento, indaga ao prefeito sobre a morosidade em resolver problemas simples, a exemplo da iluminação pública, exames médicos e pagamentos de salários de servidores, e por outro lado vendo tanta agilidade para se gastar mais de um milhão nas festividades juninas.

A maior parte da população é favorável à realização dos festejos, porém é quase unanimidade que a prefeitura poderia ter utilizado uma receita mais “caseira” para economizar e investir em áreas que se encontram à beira da calamidade, a exemplo da escola Municipal Doroty Stang, na comunidade rural do Tururim, que atualmente funciona em uma sala completamente precária, sem banheiro e que mede aproximadamente 20 metros quadrados.

Segundo informações prestadas por membros do governo, o prefeito não conseguiu conter a “sede” de seu parceiro, o vice prefeito Téa Produções. O vice se mostrou irredutível à proposta de realizar uma festa menor, e destinar o recurso para outras áreas, fato que tem causado grande desconforto interno no governo, pois é público e notório que Tea Produções e sua esposa, a Secretária de Educação e Cultura, Juciara Oliveira, respondem a diversos processos na justiça por superfaturamento em eventos realizados nas cidades de Eunápolis e Porto Seguro. No somatório das ações, somente da empresa onde Tea e Juciara são sócios, o Ministério Público pede o ressarcimento de aproximadamente R$ 10 milhões.

Em Itamaraju o vice prefeito também responde ao processo por suspeita de superfaturamento no São João de 2014. Na época, a empresa FPT Produções onde Tea Produções temo como sócia a sua mãe, o Ministério Público percebeu indícios de superfaturamento, fato que culminou em processo de suspensão de pagamentos das despesas da festividade, revertido posteriormente à tempo de ser realizar o evento.

Falta tudo, inclusive prioridade.


O prefeito Marcelo Angênica tem sofrido críticas por não priorizar setores importantes e que foram base para suas principais promessas de campanha. Na saúde, por exemplo, a população tem denunciado a falta de medicamentos, lençóis no hospital, postos de saúde do interior sem médicos, médicos indo embora por falta de pagamento e até pacientes tendo que levar lâmpadas de casa para colocar nos leitos.

Na educação, crianças estão sendo submetidas a se locomoverem amontoadas em veículos que tem capacidade para nove alunos mas transportam vinte. Uma das moradoras da localidade que não quis se identificar questionou o gestor: “Poderia pegar os R$ 200 mil que vão pagar o Michel Teló e reformar as escolas ou comprar um ônibus maior.”

Nossa equipe tentou contato com o prefeito, mas novamente o mesmo não atendeu ou retornou aos contatos.
 (Por Redação)

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