quinta-feira, 13 de abril de 2017

Frans Krajcberg reúne amigos e artistas para celebrar seus 96 anos de idade em Nova Viçosa

O escultor e artista plástico polonês Frans Krajcberg, que vive em seu “Sítio Natura” na cidade de Nova Viçosa desde o ano de 1972, reuniu amigos, políticos, personalidades, convidados e a nata artística do país nesta quarta-feira, dia 12 de abril, para celebrar os seus 96 anos de idade.
Muitos colecionadores das obras do artista e empresários importantes do Brasil estiveram presentes ao aniversário de Frans Krajcberg. O prefeito de Nova Viçosa, Manoel Costa Almeida (DEM) e o seu vice-prefeito Ruberval Lima Porto (PSL) e também o prefeito de Mucuri, Carlos Simões (PDT) e o seu vice-prefeito Fernando Jardim (PP) com suas respectivas esposas e tantos outros políticos prestigiaram a festa.
Muita gente ilustre do mundo artístico também compareceu ao aniversário de Frans Krajcberg, a exemplo dos atores globais Victor Fasano e Christiane Torloni, além da mundialmente renomada artista plástica Beatriz Maria Dória “Bia Dória” (primeira dama da cidade de São Paulo).
Nomes da comunidade jurídica e que gozam de grande prestigio do artista, também compareceram ao aniversário de Frans Krajcberg, como o juiz de Prado, Leonardo Santos Vieira Coelho e o promotor de justiça Fábio Fernandes Correia, titular da Promotoria de Justiça Especializada em Meio Ambiente no Âmbito Regional da Costa das Baleias.
Frans Krajcberg cortou o bolo dos seus 96 anos de vida e solicitou uma celebração à natureza. Ele pousou para fotos com os seus convidados e dançou com as amigas famosas. A festa começou às 11h na sua residência da “casa da árvore” e se finalizou no final da tarde, com os convidados visitando o seu museu no Sítio Natura.
Frans Krajcberg é considerado um dos 10 artistas vivos mais importantes do Mundo e o mais importante escultor do Planeta Terra. Ele é pintor, escultor, gravador e fotógrafo. Nasceu na Polônia e é naturalizado brasileiro desde 1957. Ele é o único brasileiro que possui um museu em Paris, na França.
Em tributo aos seus 96 anos de vida, este ano Frans Krajcberg selecionou 96 personalidades, entre políticos, empresários, artistas das artes e da literatura para receber um troféu confeccionado pelo próprio artista. A peça em madeira traz uma gravura do autor e uma estrutura plástica também gravada.

Biografia
Durante a 2ª Guerra Mundial (1938-1945) em 1939, Krajcberg perdeu toda sua família e seus descendentes, quando ele buscou refúgio na União Européia, onde estudou engenharia e artes na Universidade de Intgrad. Residiu na Alemanha prosseguindo seus estudos na Academia de Belas Artes de Stuttgart. Chegou ao Brasil em 1948, vindo a participar da 8ª Bienal de Belas Artes de São Paulo, em 1951. Durante a década de 1940 o seu trabalho era abstrato.

De 1948 a 1954 viveu entre as cidades de Paris, Ibiza e Rio de Janeiro, onde produziu os seus primeiros trabalhos fruto do contato direto com a natureza. Na década de 1950 morou em uma caverna no Pico da Cata Branca, região de Itabirito, no interior de Minas Gerais. Ali na região, à época, ele era conhecido como o “barbudo das pedras”, uma vez que vivia solitário, sem conforto, tomando banho no rio vizinho, enquanto produzia, incessantemente, gravuras e esculturas em pedra.

Em 1956, mudou-se para o Rio de Janeiro, onde dividiu o ateliê com o escultor Franz Weissmann (1911/2005). Naturalizou-se brasileiro no ano seguinte. Em 1964, executou as suas primeiras esculturas com madeiras de cedros mortas. Realizou diversas viagens à Amazônia e ao Pantanal Matogrossense, fotografando e documentando os desmatamentos, além de recolher materiais para as suas obras, como raízes e troncos calcinados. Na década de 1970 ganhou projeção internacional com as suas esculturas de madeira calcinada.

A sua obra reflete a paisagem brasileira, em particular a floresta amazônica, e a sua constante preocupação com a preservação do meio ambiente. Atualmente, o artista tem se dedicado à fotografia. Frans Krajcberg está radicado desde 1972 no extremo sul da Bahia, onde mantém o seu ateliê no Sítio Natura, na cidade de Nova Viçosa. Foi ali que chegou o convite do amigo e arquiteto Zanine Caldas, que o ajudou a construir a sua habitação: uma casa, a sete metros do chão, no alto de um tronco de pequi com 2,60 metros de diâmetro.

À época Zanine sonhava em transformar Nova Viçosa em uma capital cultural e a sua utopia chegou a reunir nomes como os de Chico Buarque, Oscar Niemeyer e Dorival Caymmi. No Sítio Natura, uma área de 1,2 km², um resquício de Mata Atlântica e de manquezal, o artista plantou mais de dez mil mudas de espécies nativas. No sítio, dois pavilhões projetados pelo arquiteto Jaime Cupertino, abrigam atualmente mais de 400 obras do artista. Frans Krajcberg sonha com mais cinco construções projetadas, onde se constituirá o Museu que levará o seu nome para a imortalidade. (Por Athylla Borborema).

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