sexta-feira, 31 de março de 2017

Após “comentário devastador” do Teixeira News, Timóteo Brito rompe contrato com a Provida

Após um comentário que repercutiu em nível estadual do Teixeira News, o prefeito de Teixeira de Freitas, Timóteo Brito (PSD), concedeu uma entrevista na manhã desta sexta-feira, dia 31 de março, à Rádio Caraípe FM, de propriedade do seu aliado Uldurico Pinto e anunciou o rompimento do contrato do município com o Instituto de Assistência à Saúde e Promoção Social (Provida). “Tudo de ruim que estava acontecendo era culpa da Provida, pois a gente pagava os valores e eles [donos] não pagavam os médicos, não compravam os medicamentos e levavam o dinheiro pra Salvador”, disse.

Sobre o posicionamento do promotor George Elias Gonçalves Pereira, titular da 5ª Promotoria Pública de Cidadania e Proteção à Moralidade e ao Patrimônio Público e Cível da 1ª Vara, de investigar e apresentar um relatório amplo aos vereadores Agnaldo da Saúde e Valcy Vieira, Timóteo Brito tentou amenizar, dizendo que foi ele quem procurou o Ministério Público (MP), para falar sobre a Provida. “Já tínhamos ido antes e voltamos a conversar ontem com o Doutor George e mais uma vez fomos bem recebidos. Nós é que procuramos o Promotor pra falar sobre os problemas da Provida”, disse.


Versão do MP
No encontro que teve com os dois representantes do Legislativo, o promotor George Elias falou que ele havia acabado de concluir um procedimento que foi instaurado em desfavor da atual gestão municipal diante da demonstração de incapacidade administrativa de agir em favor da população junto às suas signatárias que administram a saúde pública no município. No procedimento de apuração dos atos da empresa ProVida, diante dos inúmeros registros de mortes por falta de profissionais especializados, medicamentos, equipamentos e recursos outros, o Ministério Público Estadual (MPE), recomendou o devido cumprimento do dever da empresa com a saúde pública local, extinção do contrato da mesma ou responsabilização do prefeito por ação de improbidade. Havendo até a possibilidade do pedido de afastamento do gestor por incapacidade administrativa, caso ele não assumisse logo, de qualquer forma, o controle da saúde pública.

Decisão

Pelo pronunciamento de Timóteo Brito (PSD), foi realmente isso que aconteceu, sendo o rompimento do contrato com a Provida, como exigido pelo MP e adiantou que ficou estabelecido um prazo de 30 dias para a transição, até que seja feita uma nova licitação e escolhida outra empresa para gerir a saúde de alta e média complexidade em Teixeira de Freitas.

“Tudo o que estava acontecendo era culpa da Provida e agora vamos estar à frente da saúde, pagando os médicos, comprando remédios e resolvendo os problemas. Além disso, vamos humanizar os atendimentos”, falou. Timóteo ainda tentou atribuir parte dos problemas ao “estrago” que teria sido feito no setor da saúde pelo ex-prefeito João Bosco (PT). “Eu nem quero falar o nome dele [João Bosco] pra não colocar ainda mais a nossa saúde na UTI. Não sei como um médico faz tanta coisa ruim”, taxou.

Além dos problemas de saúde o prefeito Timóteo Brito, que já havia governado Teixeira de Freitas há cerca de duas décadas atrás, ainda é acusado de não abastecer as escolas municipais de materiais básicos e não delegar poderes ao seu secretariado, que não estaria tendo autonomia para comprar praticamente nada. Informações dão conta que um dos secretários “estourou” o seu cartão de crédito, tendo que pagar do seu próprio bolso as despesas de sua pasta. (Por Ronildo Brito)

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