segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Quilombo de Vila Juazeiro festeja semana da consciência negra com extensa programação artística em Ibirapuã

Com o apoio político institucional da Fundação Mamãe África de Caravelas, a comunidade quilombola de Vila Juazeiro, no município de Ibirapuã realizou três dias de festa para se celebrar neste domingo (20/11), o Dia Nacional da Consciência Negra e lembrar a morte de Zumbi dos Palmares, um dos maiores símbolos de resistência e luta contra a escravidão no Brasil.

A programação foi promovida pela Associação Quilombola de Vila Juazeiro que realizou um extenso ciclo de atividades culturais, com exposições, palestras, atividades folclóricas do Bate Barriga, Samba de Roda, Capoeira, Dança do Makulelê e amostras dos trabalhos artísticos das comunidades.


O povoado mocambo de Vila Juazeiro, localidade é reconhecida desde 19 de agosto de 2009, como a mais nova comunidade quilombola do extremo sul baiano, pela Fundação Cultural Palmares do Ministério da Cultura. O 20 de novembro, é importante para cultura quilombola em todo o Brasil em comemoração ao Dia Nacional da Consciência Negra.

Para Valmir Américo Chaves, presidente da Associação Quilombola de Vila Juazeiro, este ano o povoamento celebrou a 5ª festa da consciência negra com uma programação típica para notabilizar a cultura negra. Segundo ele, a data é dedicada à reflexão sobre a inserção do negro na sociedade brasileira e para celebrar toda a história do negro no Brasil.

Em Vila Juazeiro, foram três dias de festividades, entre shows artísticos, bandas de axé e forró, capoeira, Bate-Barriga e samba de viola. Na sexta-feira (18), além da apresentação do grupo gospel Ministério de Decisão, teve o cantor fruto da terra Samuel Américo e a dupla Maciel e Jociel. No sábado (19) a noite foi a vez da apresentação das Bandas Forró Pegada, Cia & Bregadeira e Forrozão Sertanejo. No domingo (20) aconteceu durante todo o dia a programação cultural e exposição artística. O quilombo ainda recebeu a participação do mestre de capoeira Serginho e dos grupos de Capoeira Pernada Baiana e Capoeira Raiz de Luanda.
A Fundação Mamãe África de Caravelas, principal entidade que representa as políticas sociais em favor das comunidades tradicionais remanescentes de quilombolas e promove trabalhos focados na cultura negra nos municípios do extremo sul da Bahia, atendendo o compromisso com os artistas e comunidades que defendem o valor da cultura quilombola, grupos e companhias que valorizam a cultura afro-descendente e suas manifestações contemporâneas, apoiou e acompanhou todas as comemorações nas comunidades quilombolas da região.
Em Vila Juazeiro durante as comemorações da semana da consciência negra, o quilombo recebeu neste domingo (20), a presença do vice-presidente do conselho administrativo da Fundação Mamãe África de Caravelas, jornalista Rubens Floriano. Floriano reforçou o compromisso cultural e educacional que a instituição tem com as comunidades quilombolas num esforço conjunto com lideranças comunitárias territoriais, sociais, econômicas, culturais e educacionais da sua comunidade quilombola e, celebrou o “20 de novembro” como uma data salutar para refletir, estudar e preservar em favor da cultura mocamba brasileira. (Da redação TN).


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