segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Advogado e escritor Elias Botelho vai autografar romance e receber Prêmio Nordeste de Literatura

O advogado e escritor Elias Botelho está publicando, pela editora PerSe, a segunda edição do romance “Trilha Amarga”.
O autor, que ocupa da Cadeira 33 da Academia Teixeirense de Letras (ATL), vai autografar sua obra durante a I Feira do Livro que acontece em dezembro, no Campus I da Fasb, em Teixeira de Freitas. Oportunamente, o portal Água Preta News dará maiores detalhes sobre o evento que tem a organização da ATL e o apoio da Fasb.

Por conta da segunda edição de “Trilha Amarga”, Elias Botelho recebe no próximo dia 26, em João Pessoa, na Paraíba, o Prêmio Nordeste de Literatura. A iniciativa é da editora Mágico de Oz como forma de divulgar a literatura e a cultura brasileiras.

“Estou muito feliz com esta segunda edição do meu livro e, também, claro, com a concessão do prêmio”, afirmou o escritor à reportagem do portal.

O livro narra os apuros financeiros de uma família de descendentes de coronéis do cacau do sul da Bahia. Depois de perder a propriedade, ela se vê literalmente na estrada à procura de alternativas para sua sobrevivência, no que acaba se envolvendo com o pessoal do MST.

Segundo o poeta Almir Zarfeg, que assina o prefácio da obra, o romance de Elias Botelho pode ser entendido como duas caminhadas: uma literal, a outra simbólica.

“O primeiro sentido – literal ou denotativo – diz respeito ao percurso feito pelo Chevrolet, que saiu de Itabuna em direção a Vitória da Conquista e cujo destino final acabou sendo Itamaraju, no extremo sul da Bahia, mas poderia ter sido Palmas, capital do Tocantins, conforme plano inicial de Dinho. O segundo sentido – simbólico ou conotativo – concerne às dificuldades enfrentadas pelos retirantes, digamos assim, que partiram em busca de melhores condições de vida. Essas dificuldades se revelariam de ordem não só material, mas também psicológica; de ordem não só existencial, mas também política”, escreveu Zarfeg.

Zarfeg, que preside a ATL, conclui dizendo que “Trilha Amarga” precisa ser reconhecido como o romance do MST ou da Reforma Agrária. Ponto e parabéns para Elias Botelho


(Por Edelvânio Pinheiro)

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