sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Prefeitura demite cinco dos sete médicos do Samu

Município informou que até substituição de profissionais, unidades da capital fariam atendimento; serviço de Salvador diz não ser possível atender demanda


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O município de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador, demitiu nesta quinta-feira (13) cinco médicos que integravam a equipe da Unidade de Saúde Avançada (Usa) do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). De acordo com a Secretaria de Saúde do município (Sesa), o serviço não está desativado, embora nesta sexta-feira (14) não conte com médico na equipe. Até a próxima semana, segundo a Sesa, o serviço será recomposto.

A secretaria afirmou que, enquanto os profissionais não são substituídos, o atendimento nas Usas será feito pelas unidades da capital. Mas, segundo o coordenador de urgência e emergência de Salvador, Ivan Paiva, não há como as demandas de Lauro serem atendidas por Salvador.

"A central de Salvador regula dez municípios. Quando recebemos o chamado, direcionamos para uma unidade do próprio município para que o atendimento seja mais rápido", explicou ele. "Se atendo uma demanda de Lauro de Freitas, deixo de atender alguém em Salvador. Sem falar que o atendimento irá demorar muito. Nesses casos, o paciente não pode esperar", completou o coordenador do serviço da capital.

O Samu de Lauro de Freitas contava com sete médicos. De acordo com o Sindicato dos Médicos da Bahia (Sindimed), os cinco demitidos estavam contratados há oito anos de forma precária - ou seja, não eram concursados. Em nota, a Sesa informou que vários funcionários da prefeitura foram demitidos devido à readequação da folha orçamentária determinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal.

Segundo o presidente do Sindimed, Francisco Magalhães, as Unidades de Saúde Avançadas são destinadas a atendimentos de urgência mais complexos, como infarto e AVC. "Esses médicos têm treinamentos específicos. Já chegam ao local prontos para fazer os procedimentos necessários para que o paciente não tenha sequelas. Não dá para colocar qualquer médico no lugar", afirmou ele.

Esta semana, os profissionais demitidos se reuniram com o presidente do sindicato para discutir possíveis medidas judiciais a serem tomadas. "Nós já provocamos o Ministério Público de Lauro de Freitas, pois, segundo a lei eleitoral, até três meses depois da eleição não se pode desativar um serviço público", disse Magalhães.

Confira, na íntegra, a nota da Secretaria Municipal de Saúde de Lauro de Freitas:

Os cincos profissionais médicos, contratados, receberam na manhã desta terça-feira, 11 de outubro de 2016, a informação para comparecerem ao setor de Recursos Humanos deste órgão.

Os referidos profissionais integram a equipe da Unidade de Saúde Avançada (Usa) do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) através de contrato temporário;

A Prefeitura Municipal de Lauro de Freitas busca a adequação orçamentária determinada pela Lei de Responsabilidade Fiscal. As medidas administrativas eventualmente empregadas para alcançar tal objetivo não afetarão a prestação de serviços ou atendimento à população. 

Insta ressaltar que o serviço da USA não será prejudicado pelo eventual desligamento de qualquer profissional da equipe, uma vez que atualmente a prefeitura conta com mais de 200 médicos, havendo dessa forma, efetivo pessoal disponível para suprir a necessidade de carga horária demandada pelo serviço. (Correio)

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