domingo, 16 de outubro de 2016

Índios ocupam a Praça da Bíblia: De quem a culpa pelas aldeias urbanas?

Teixeira de Freitas: Vira e volta a população se depara com índios pela cidade. Essa migração dos índios para os centros urbanos tem se tornado muito comum nos últimos anos. Nossa cidade tem se deparado constantemente com esse quadro. Muitas crianças nuas, famintas e pais alcoólatras. Essa cena voltou à tona na noite desse domingo (16), na Praça da Bíblia, local central da cidade, onde fica também uma praça de alimentação.

Por um lado, famílias moradoras da cidade querendo levar seus filhos para o lazer, para brincar no pula-pula, escorregador, carrinhos e motos elétricas; do outro lado, um ponto de apoio da guarda municipal. E agora, a praça conta também com a presença dos índios e seus sacos contendo roupas e lençóis. A Praça encontra-se extremamente suja, com um mau cheiro terrível de xixi e fezes. Populares com receio de andar com bolsas, celulares.

Aí surge as perguntas: Cadê as autoridades da cidade? Cadê a limpeza dessa praça? Cadê a segurança pública? E acima de tudo, cadê a FUNAI? Esse órgão defende mesmo os direitos dos índios, ou apenas seus próprios interesses? Há quantos anos índios ficam perambulando pelas ruas, e ninguém faz nada para ajuda-los, vez que, há estudos indicativos de que eles vêm em busca de melhores condições de vida, saúde, alimentação.
Segundo estudiosos, os investimentos direcionados aos povos indígenas são insuficientes, e eles estão cada vez mais carentes de políticas públicas dentro de suas comunidades. Os recursos estão diminuindo progressivamente. O Brasil se diz multiétnico e pluricultural, mas, na verdade, são pouquíssimas as políticas que de fato refletem e dialogam com a diversidade étnica e pluricultural do nosso país, especialmente, com a dos povos indígenas, que sobrevivem como podem nesse contexto de hipossuficiência.

Analisando por esse ângulo, os índios vivem ou não em uma sociedade injusta?

(Por: Mirian Ferreira e Edvaldo Alves)

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