segunda-feira, 29 de maio de 2017

Sem sequer serem atendidos por secretário de Saúde, família apela para Ministério Público em busca de atendimento para criança em Itamaraju.

Sai e entra governo e ao que parece a saúde de Itamaraju permanece na UTI. Cansados de aguardar por atendimento médico, após ter sua filha diagnosticada com um quadro grave de infecção intestinal, os pais de uma criança apenas de 1 ano e 6 meses residentes no bairro Várzea Alegre decidiram apelar para o Ministério Público (MPE).

Segundo relata o pai da criança, Crispiniano de Jesus, desde o governo passado sua filha precisa ser submetida a uma ostomia, cirurgia de reconstrução do transito intestinal. Segundo especialistas, este procedimento cirúrgico consiste na abertura de um órgão oco para manter uma comunicação com o meio externo, através de uma fístula, por onde se pode conectar um tubo de inspeção ou manutenção com o objetivo de controlar uma infecção.
Crispiniano explica que devido à primeira etapa desta intervenção cirúrgica ter sido realizada em Teixeira de Freitas sua filha está com os intestinos fora do corpo há vários meses. Era para ser por um breve período, mas o órgão está acondicionado em uma bolsa há muito tempo, o que representa um risco a sua vida.

Para complicar ainda mais, a bolsa que acondiciona os intestinos da pequena criança vinha sendo trocada no Hospital Municipal de Itamaraju periodicamente, mas segundo a mãe, Adriana Rodrigues Santos, de tempos pra cá, os profissionais do Hospital Municipal de Itamaraju (HMI) se negam em fazer a assepsia do órgão em questão, fornecendo apenas a bolsa para que a própria mãe, que é dona de casa, execute essa tarefa por conta própria.
O pai da frágil menina, afirma que está bastante preocupado com essa situação e que há vários meses e que tentou audiência para sensibilizar o secretário de Saúde Elan Vagner, mas ele se negou em recebê-lo. “Não temos saúde pra nada, falta tudo... o secretário de Saúde é um homem invisível, ninguém acha”, disparou Crispiniano que agora aposta todas as suas fichas na justiça.  
 (Por Redação)

Polícia Civil apreende carga de cocaína que veio de Rondônia para Itabuna

Na tarde desta segunda-feira (29), após uma denúncia, policiais civis de Itabuna apreenderam uma carga de cocaína pura que havia chegado na cidade. O material, estava escondido em três caixas de ferro, semelhantes a cofres, em meio a uma carga de sucata.
O caminhão saiu de Ariquemes, em Rondônia. O motorista do frete disse que acreditava estar transportando apenas a sucata. O coordenador de investigação da 6ª COORPIN, Lucio Serra, informou que, além da denúncia, ele havia suspeitado do valor de R$8 mil pagos ao frete, sendo que a carga de sucata valeria aproximadamente R$1mil. Além disso, ele ressaltou que Itabuna não tem indústrias deste tipo e não costuma receber este tipo de carga.
Segundo o coordenador regional, André Aragão, a polícia irá investigar quem são os responsáveis pela droga. A cocaína é pura e ainda seria misturada para ser vendida. Com isso, a quantidade de droga poderia dobrar ou até quadruplicar a depender da mistura.

PETO prende Valdeni e Jafé apreende armas de fogo, munições e dinheiro, em Itamaraju

Policiais do Pelotão de Emprego Tático Operacional (PETO) realizaram a prisão de dois homens com vasta quantidade de arma de fogo, munições e dinheiro dentro de veículo durante o final da manhã desta segunda-feira (29/05), em Itamaraju.

Segundo informações da polícia, rondas de rotinas estavam sendo feitas nas imediações do Bairro Santo Antônio do Monte quando um carro com suspeitos foram avistados, logo a abordagem foi feita e no porta malas do veículo a polícia encontrou um revólver calibre 38 e uma espingarda calibre 36.
Dando continuidade aos trabalhos, a polícia esteve na residência dos suspeitos no Bairro Furlan e estrada que da acesso a Corumbal onde foram localizados um revólver calibre 32, duas espingardas sendo uma de fabricação artesanal e a outra de pressão, os suspeitos acabaram sendo presos sendo levados para a Delegacia da Polícia Civil juntamente com o material apreendido.
A dupla foi identificada como sendo Valdeni dos Santos Laranjeira de 37 anos natural de Alcobaça e Jafé Roque Mauricio de 30 anos natural de Itamaraju. Os acusados seguem detidos a disposição da justiça. (Por Maurílio Garcia e Alexandro Vieira)

Polícia registra 14 mortes em Salvador e RMS apenas no domingo

Todas as vítimas são homens, entre 17 e 33 anos, e foram assassinados a tiros ou facadas

Nem mesmo a chuva que caiu no fim de semana ajudou a acalmar os ânimos em Salvador. No domingo (29), 12 pessoas foram assassinadas na capital baiana, segundo a Secretaria de Segurança Pública. Outros dois homicídios foram registrados em Dias D'Ávila e Simões Filhos, municípios da Região Metropolitana de Salvador. Todas as vítimas tinham foram homens, entre 17 e 33 anos.

Na capital, os crimes aconteceram nos bairros de Pau da Lima, Sussuarana, Praia Grande, Paripe, Granjas Rurais, Alto de Coutos, Águas Claras, São Caetano, Curuzu, Jardim Santo Inácio e Marechal Rondom. Joadson Santos Santana, 27 anos, foi a primeira vítima. Ele foi morto com golpes de faca nas costas e tiros na nuca e no tórax. O assassinato aconteceu na rua Santa Luzia, em Pau da Lima, por volta das 11h30.

A vítima mais jovem tinha 17 anos e foi morta na Rua Vicente Celestino, por volta das 19h30, em Marechal Rondom. O adolescente foi baleado nas costas e na cabeça, e morreu no local do crime. Apenas uma das vítimas não foi identificada ainda. O homem foi assassinado na Rua do Progresso, no bairro do Curuzu, por volta das 22h.

Em Simões Filho, Jonatan Souza dos Santos, 19, foi morto no Povoado de Alegre, por volta das 20h30. Já em Dias D'Ávila a vítima foi identificada como Sandro Alex de Souza. O crime aconteceu na comunidade da Argila, na entrada do distrito de Leandrinho, por volta das 9h.

Duplo homicídio

No bairro de Praia Grande, no Subúrbio Ferroviário de Salvador, os policiais registraram um duplo homicídio. Paulo Vinicius dos Santos Souza e Leonardo da Paixão Silva, ambos de 19 anos, foram executados no início da tarde de domingo, na Rua da Colombina, próximo ao cemitério de Periperi. Paulo levou tiros na cabeça, ombro e abdômen. Já Leonardo foi atingido na nuca e no tórax.

Policiais da 18ª Companhia Independente de Policia Militar (CIPM/Periperi) estiveram no local, mas quando a guarnição chegou os dois jovens estavam mortos. A motivação e autoria dos crimes estão sendo investigadas pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa DH. (Correio)

Cerca de 450 índios de Prado e região vão acampar na AL-BA para cobrar demarcação de terras

Na tarde deste domingo (28), começaram a chegar na Assembleia Legislativa da Bahia os primeiros índios que montarão um acampamento no estacionamento da Casa nesta segunda (29). Cerca de 450 índíos de diversas tribos estarão no local para cobrar a demarcação de terras indígenas e para debater a conjuntura política.

A ação faz parte do Acampamento dos Povos Indígenas no estado, que acontece até o dia 31 e terá debates sobre território, conjuntura, direitos e política indígena no Brasil. Na última sexta (26), lideranças dos povos Pataxó e Payayá tiveram um encontro mediado pelo deputado Marcelino Galo (PT) com o presidente da ALBA, deputado Ângelo Coronel (PSD).

Na pauta da audiência, além de apoio à demarcação de terras, eles também trataram da educação indígena e da estrutura de apoio para o Acampamento dos Povos Indígenas no estacionamento do parlamento baiano, onde pretendem se instalar representação de 143 comunidades e 22 etnias dos quase 57 mil índios no estado. Participaram da reunião cacique Mucugê e as lideranças Katicoco e Mandi, do Prado, cacique Payayá, de Utinga e o coordenador do Mupoiba, Kanru, Pataxó de Coroa Vermelha. (Por: Prado Online)

domingo, 28 de maio de 2017

Nova mina de ametista atrai milhares à dura corrida da riqueza no interior da Bahia

Saiba como é a jornada de pessoas que invadiram Sento Sé para tentar a sorte na nova mina descoberta no topo de uma serra cercada pelo sertão baiano


Garimpeiros encaram a névoa de caulim para chegar à jazida; abaixo, um dos acampamentos da mina de Sento Sé e os buracos abertos para extrair pedras no topo da Serra dos Brejinhos

A esperança é uma pedra roxa que sai dos mais de 200 buracos escavados desde a descoberta de uma jazida de ametista no povoado de Quixaba, zona rural de Sento Sé. Quarenta dias após o acaso revelar a fortuna encravada na Serra dos Brejinhos, as covas, algumas já com 15 metros de profundidade, continuam a se multiplicar, assim como os milhares de garimpeiros profissionais, amadores e iniciantes atraídos pela expectativa de ganhar a vida no sertão baiano banhado pelas águas do São Francisco.

Transformar esperança em algo além do sonho, no entanto, demanda disposição física e força de vontade para atravessar as barreiras impostas na aridez da caatinga. Chegar é a primeira delas. A partir de Juazeiro, via BA-210, são 100 quilômetros de asfalto, outros 50 de terra e mais oito em estrada coberta de cascalho e de um material semelhante ao caulim, que mais parece talco e é encontrado em todos os acessos para a mina da Quixaba, situada na borda sul do Lago de Sobradinho.

Na 'Serra Pelada da Bahia', só a água é tão cobiçada quanto as ametistas


Quando os veículos passam pelo último trecho, deixam no ar uma névoa que invade os pulmões de quem se arrisca a encará-la a pé ou de moto sem máscara. E são milhares os que enfrentam diariamente a peregrinação iniciada em 18 de abril. Naquele dia, um caçador da região se deparou acidentalmente com a jazida de ametistas no topo dos Brejinhos, parte do conjunto de serras que se entende por mais da metade do município de Sento Sé, terceiro maior da Bahia em extensão territorial.
Dali em diante, aproximadamente sete mil pessoas se deslocaram para o novo garimpo, segundo estimativas da prefeitura de Sento Sé. Parte chega ao nascer do sol e vai embora assim que finda a tarde. O restante ou dorme junto aos “serviços”, como são chamados os buracos, ou se espreme em tendas improvisadas de lona e troncos de árvores derrubadas em volta dos dois acampamentos que servem de base para a mina e de estacionamento para veículos que transportam trabalhadores, negociantes de pedras e mantimentos.

Na odisseia da ametista, há garimpeiros de todas as regiões do Brasil. A maioria, de centros com tradição no comércio de pedras preciosas como esmeralda, rutilo, águas-marinhas, turmalinas, topázios e dezenas de gemas com alto valor no mercado de joias. Caso dos municípios baianos de Campo Formoso, Pindobaçu, Caetité, Jussara e Novo Horizonte. Além, é claro, da própria Sento Sé, que enfrenta a maior crise econômica de sua história recente.

Forasteiros

Lado a lado estão caravanas de mineiros de Teófilo Otoni e Governador Valadares, igualmente numerosos na Quixaba. Goiás, Pará, Paraíba, São Paulo, Paraná, Ceará, Rio de Janeiro e Pernambuco também estão entre os estados mais encontrados nas placas dos carros, picapes e motocicletas que lotam o pé da serra, ponto de partida para alcançar o topo da mina. Antes, é preciso vencer 1.250 metros de subida íngreme, entrecortada por blocos de pedras que se soltam no movimento das ferramentas usadas nas escavações - picaretas, pás, enxadas, marretas, ponteiras, martelos e alavancas.

Os serviços começam a aparecer logo nos primeiros metros, junto ao formigueiro humano que sobe e desce sem parar em busca da pedra, sob um calor que ultrapassa facilmente os 40 graus. Aos 33 anos, João Reis, faz parte dos que encontraram a parte mais alta da escarpa já ocupada. O jeito foi tentar a sorte onde dava. “A realidade é que tem pedra aqui, muita, mas não dá para todo mundo. O negócio é se esforçar, não desistir”, afirma Reis, que chegou na terça-feira passada, depois de uma temporada de seis meses na Serra da Carnaúba, em Pindobaçu, conhecida como a Cidade das Esmeraldas.


(Foto: Arisson Marinho/CORREIO )
Pouco acima, enfiado em uma cova de oito metros de profundidade, Genildo dos Santos, 45, trabalha sem parar na caçada por um veio de ametista, depois de uma aventura que começou no último dia 12, quando partiu do Rio de Janeiro para Sento Sé a bordo de uma motocicleta de 150 cilindradas. “O negócio tá andando. Já deu para tirar um dinheiro bom. Só que é dividido pra cinco”, diz, enquanto aponta para os quatro colegas, todos iniciantes, que dão suporte para o trabalho de Genildo, único garimpeiro profissional do grupo.

Nos serviços da mina, os auxiliares têm como tarefa puxar baldes de material retirado dos buracos, em geral, com até dois metros de diâmetro. Marretar pedras, transportar ferramentas, buscar comida nos acampamentos, cozinhar em fogueiras feitas com galhos e vigiar buracos também fazem parte da rotina de quem não lida diretamente com a extração de ametista.

Garimpeiras



(Foto: Arisson Marinho/CORREIO )
As mulheres, que formam um contingente numeroso na Serra dos Brejinhos, são escaladas para funções que exigem concentração e paciência. A mais comum é quijilar – no jargão do garimpo, ato de separar pedras de valor da montoeira de entulhos. “Mas a gente cava, tira terra, cuida do barraco, vai lá embaixo comprar o que comer”, acrescenta Cristina Viera de Jesus.

Junto com as amigas Lucilene Oliveira da Silva e Nilza Soares, Cristina trocou a esmeralda de Campo Formoso pela aventura na Quixaba. “A vida é dura aqui, mas Deus há de compensar. Tenho fé de que a gente vai achar um bom corte de ametista para melhorar de condição, comprar uma casinha mais aprumada”, emenda, com os olhos grudados no Velho Chico que se avista do topo da mina regada pelo suor da espera.

Galego, um pinguço que virou herói
Há duas versões para a descoberta da jazida de ametista que alimenta sonhos de riqueza. Em todas elas, o personagem central é um morador de Sento Sé que perambulava pelos botecos da cidade em busca de alguém para lhe pagar bebida ou vender fiado. Antes tratado como pinguço indesejado, Galego de Edvaldo, também conhecido como Burrão, virou um tipo de herói entre os moradores pobres da cidade.

Ao centro, Galego posa com amigos no local onde descobriu a jazida
(Foto: Arisson Marinho/CORREIO)
Segundo a versão mais corrente, Galego tinha como hábito caçar na Serra dos Brejinhos, prática comum na região, embora ilegal. Na manhã de 18 de abril, ele e um amigo, de prenome Valdeno, perseguiam um tatu, quando o bicho se enfiou no buraco.

Na tentativa de desentocar a presa, acabaram se deparando com o veio de ametista. Filho de ex-garimpeiro, Galego reconheceu o tesouro escondido sob a superfície rochosa. De imediato, começou a retirar os primeiros lotes com o pai, Evaldo dos Santos, e o amigo Valdeno. Tudo em silêncio, dizem os narradores do “causo”.

Dias depois, teria pedido bebida fiado em uma bodega, mas o dono recusou, alegando que ele nunca pagava. Foi então que Galego tirou um saco cheio de pedras para mostrar que, agora, teria condições de honrar a palavra. A notícia correu a cidade feito o tatu com medo dos caçadores. Em pouco tempo, já havia alcançado as praças tradicionais do garimpo.

Em conversa com o CORREIO no topo da serra, onde foi aberto o primeiro serviço de extração de ametista, Galego tem outra versão, na qual o tatu não faz parte. Nem de caçar gosta, ressalta, embora o lombo de catitu estendido para a salga na cabana dele deixe dúvidas. O herói de Sento Sé atribui a descoberta a Deus.

“Pedia que Ele desse um sinal e mostrasse pra mim um jeito de ajudar meus irmãos que passam fome e não têm dinheiro pra comer. Deus me deu essa luz e pude dividir a riqueza que está aqui com todos eles”, afirma Galego. Mas por lá pouco importa a versão verdadeira. Como diz José Lino de Oliveira, o Zé Macambira, ex-garimpeiro de 79 anos que virou vendedor de pedras, “O Senhor tinha algum plano através dele. Galego está salvando a vida de muita gente”. (
CORREIO)

Ataque de onça deixa fazendeiros e moradores da região dos “Catabrigas” em Itanhém apreensivos

Fotos de um bezerro morto por um ataque de onça na região da Cachoeira dos Catabrigas, em Itanhém começaram a circular nas redes sociais e isso tem deixado moradores da zona rural da região apreensivos.

Animal abatido pela onça

Nas fotos dá para ver o estrago feito no pescoço do animal e a marca das patas da onça. Não foi divulgado o nome da fazenda aonde aconteceu o ataque, mais os comentários sobre o aparecimento de uma onça na região depois de tantos anos sem se ouvir falar sobre o aparecimento desses felinos no extremo sul da Bahia.
Pegada do felino no local
Ainda não é possível identificar a espécie que está circulando na área, mais com certeza, o aparecimento do felino deve diminuir a ida das pessoas a cachoeira que é um dos pontos turísticos da região de Ibirajá.
   
(Por: Medeiros Dia Dia)